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Queridos amigos,

Essa não é apenas uma carta do mês, mas uma comunicação que esperamos seja para todo o futuro.

Há algum tempo temos dividido com vocês assuntos referentes ao Projeto Âncora, nossos desafios, compromissos, os passos que temos dado na luta para mantermos esta instituição – que nasceu para a educação social de crianças e jovens, em sintonia com as mudanças que o mundo precisa.
Foram muitas atitudes corajosas nestes 25 anos. Enfrentamos as resistências mais comuns e também as mais surpreendentes. Mantivemos nosso foco disruptivo frente aos modelos convencionais. Lutamos. 

No mês passado, compartilhamos com vocês que seria preciso tomar atitudes que nos entristeciam, como encerrar a Comunidade Aprendizagem e diminuir a quantidade do Atendimento Social no contra turno escolar. Muitos já sabem que nos últimos meses nossa concentração primária estava em manter as nossas portas abertas,  divulgando as diversas maneiras de arrecadarmos fundos, via doações, projetos, apoios de pessoas físicas ou jurídicas e assim seguíamos. 

Mas agora, neste período tão contundente relacionado ao que o mundo vem enfrentando, percebemos outros sinais. Nos deparamos aqui com a realidade de que mesmo que tivéssemos conseguido levantar os investimentos necessários, hoje nossas portas estariam fechadas de qualquer maneira.

É que o mundo pediu um basta.

O vírus que hoje assola nossos comportamentos e relações sociais, clama em dizer que é preciso mudar o olhar, que precisamos inquestionavelmente sermos solidários e responsáveis com o todo. Esse momento rompe com o que éramos e provoca o que seremos. Daqui para frente valores como honestidade e afetividade não serão simples palavras, serão fatores determinantes para seguirmos como humanidade e sociedade.

Em meio a tanta reflexão, estamos otimistas. Embora termos clareza dos ajustes e processos que precisam ser melhorados dentro da nossa Instituição, uma certeza nos move: nunca deixamos de respeitar o nosso propósito de contribuir com a construção de cidadãos conscientes de suas capacidades para coletivamente formar uma sociedade justa, equilibrada e sustentável. 

O único antídoto que cura o mundo.

Estamos esperançando o momento final desses dias, em recolhimento dos nossos colaboradores e projetos, para em breve – assim desejamos – abrirmos novamente nossos portões e ver a vida pulsando aqui dentro e também aí fora, com o barulho da correria, das conversas e risadas, das perguntas curiosas, das brincadeiras de roda ou do entendimento da tecnologia, da troca de afetos e atenção vinda das nossas crianças e jovens, vindo da arte de vivermos juntos.

Fiquem bem e, se possível, continuem com suas colaborações ao projeto.

Na volta, queremos espalhar muito mais antídotos para um mundo melhor.