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3 Nave
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Olá, navegantes!

Vinha eu mesmo singrando mares e oceanos por esse mundo afora quando encontrei esse porto – belo e seguro – para pisar novamente em terra firme. Lancei Âncora.

E vim conhecer meus novos conterrâneos. Fui recebido com leveza, com confiança, com amor, com sorrisos e abraços. Foi-me garantida função na estrutura e um grande pacote de responsabilidades. Educar é a maior das responsabilidades nesse mundo. Em contrapartida, foi-me assegurado o poder da horizontalidade. Foi-me garantido o privilégio de ser igual a todos – todos – os meus conterrâneos. O privilégio de colocar meus pontos de vista na mesa de discussão, o privilégio de ser escutado. O privilégio de participar de todas as decisões. O privilégio de poder ter empatia. O privilégio de trabalhar em conjunto para o bem e crescimento comum. Foi-me dado o privilégio de ser humano e que o mundo todo possa ter este privilégio. E entenda a responsabilidade sobre o outro, sobre o todo. Que liberdade dá muito, mas muito trabalho. Que o consenso é milhões de vezes mais difícil de atingir do que o “50% + 1”.

E meus privilégios soaram bem, minhas responsabilidades soaram plausíveis. Acontece que sabemos, todos nós navegantes, que descobrir novos caminhos é perigoso. Andar pelas rotas estabelecidas tem prós e contras, claro, mas medidos, esperados, calculados. Buscar o novo pode trazer benefícios, mas traz a possibilidade indisfarçável do fracasso. Me pego pensando se para cada Colombo não houveram centenas de capitães esquecidos pela história que tentaram e falharam. E me preocupo com minha missão. Acontece que trabalho com iguais. Não capitaneio nada. Afinal não sou eu quem me navega, quem me navega é o mar. E minhas meninas e meninos me deram a chance de começar. 11 deles me escolheram como seu tutor. Voto de confiança que me mareja os olhos até agora. Minhas meninas e meus meninos olharam pra mim de longe, largando Âncora, e me deram a chance de estar ao lado deles. Confiança pura. Confiança que só corações corajosos e bondosos poderiam dispensar. E vamos construindo essa nova casa juntos. Esse espaço já é e era deles. E eles nos convidaram a estar aqui com eles. A reconstruirmos as relações. A reconquistarmos nossa vida autônoma. Digo isso sem medo de errar em nome de todos os novos educadores. A comunidade do âncora confia em nós como novos integrantes. E, após 7 semanas com eles, posso me sentir parte dessa comunidade. Me sinto à vontade pra trazer esse relato e chamar essa comunidade de minha.

Minha, não, navegantes. Nossa. Porque o Âncora sou eu, o Âncora são os educandos todos, o Âncora são os educadores todos. E o Âncora é todo e cada mantenedor. Cada sonhador. Cada navegante que vê a possibilidade de um mundo novo. A necessidade desse mundo novo. O Âncora somos todos nós que acreditamos que o mundo é para o humano humano. O humano que sabe ser Humano.

Um bom ano para nós todos. Que a reconstrução das relações aconteça sem restrições. Que o Âncora continue sendo nosso porto – seguro e belo. Que nosso jeito de ver o mundo seja o jeito dos 7 e tantos bilhões que por aqui habitam. Que mundo seja um porto seguro. E que nossas meninas e meninos levem esse amor e respeito pra todas as suas experiências. Eles já sabem: é só cuidarmos de não deixar o individualismo, a competição e a frieza endurecerem eles ao ponto de não lembrarem que esse mundo é possível.

Bruno Mentoni / educador


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